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Analisar indicadores financeiros é essencial para uma boa gestão

  • Publicado por Essência Sobre a Forma em 05/07/2015

Por Marcos Sanches

Faturar muito não é sinônimo de saúde financeira. Manter uma empresa saudável vai muito além do ganho; é preciso ter controle sobre o desempenho, situação financeira e organização.

Para isso, é essencial ter profissionais que analisem periodicamente os indicadores financeiros e contábeis do seu negócio. Não serão os dados brutos que ditarão as decisões estratégicas dos gestores, sócios e acionistas, mas, sim, uma análise completa dos demonstrativos, para que sejam identificados os pontos fortes e fracos, corrigir as falhas e traçar os planos para o futuro da empresa.

Será preciso entender o que cada indicador está “dizendo”, como chegamos a cada número e o que eles representam. Podemos estabelecer os indicadores financeiros em quatro grupos diferentes, de acordo com a origem e finalidade da informação, como liquidez, rentabilidade, estrutura de capital e atividade.

A liquidez é um índice que mostra a capacidade financeira no curto e longo prazo, o quanto a empresa precisa pagar e tem a receber durante cada período. A liquidez corrente é responsável por mostrar os valores no curto prazo, dividindo o ativo circulante pelo passivo circulante. É recomendado que este indicador fique acima de um (1), para garantir que a empresa não assuma compromissos maiores do que o seu caixa permite. Já a liquidez geral leva em consideração o longo prazo, dividindo a soma do ativo circulante com o realizável em longo prazo pelo passivo circulante com o passivo não circulante.

Margem operacional e Ebitda são demonstrativos de rentabilidade de uma empresa. A primeira é valor de ganho das vendas depois de abater todas as despesas, exceto o Imposto de Renda. O cálculo é simples: deve-se dividir o montante absoluto referente às vendas pelo resultado operacional. No caso do Ebitda, que representa o quanto o negócio gera de recursos nas atividades operacionais, podemos considerar o que é faturado antes de juros, impostos, depreciação e amortização.

Para analisar a posição de endividamento e capacidade de gerar caixa para pagar as dívidas, o indicador mais importante é o de estrutura de capital. Ao considerar um empréstimo, fique atento ao Endividamento/Patrimônio, que mostra a diferença entre o capital e as dívidas.

Já os indicadores de atividade podem ser usados para observar a mobilidade do dinheiro na empresa. Tenha um bom controle sobre o fluxo de caixa, sobre os recursos que entram e saem. Se o fluxo de caixa está baixo, é possível que a empresa enfrente problemas financeiros em momentos de instabilidade econômica.

O trabalho de geração desses dados é primordial. É preciso transforma-los em informações relevantes para que o diagnóstico da situação de sua empresa seja bem feito.



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